Académico de Mogadouro em problemas
01-Jul-2008
Foto: Alberto Pais Académico de Mogadouro
 
Clube queixa-se do insuficiente apoio da autarquia mas o presidente da Câmara sublinha que nem mais um cêntimo…

O conflito está instalado em Mogadouro. O Clube Académico, equipa recém promovida à primeira divisão de futsal, não se conforma com o valor atribuído por parte do executivo. O município mogadourense vai apoiar aquela colectividade com vinte e cinco mil euros, precisamente a mesma quantia dada ao Mogadourense, equipa que milita no campeonato distrital de futebol. Para os dirigentes academistas, este valor não satisfaz as necessidades de um clube que vais ser ícone da região e que promete atrair à vila transmontana, imensas pessoas vindas de todo o país.

Desistência foi ponderada

Maurício Colpas, presidente do Clube Académico de Mogadouro (CAM) manifestou insatisfação face a esta questão. “Não consigo compreender uma atitude destas. Como cidadão, não concordo com este tipo de gestão; não concordo com esta distribuição sem fundamento. Eu não sou contra o valor recebido pelo Mogadourense mas é uma distribuição sem fundamento com os meus valores para uma equipa que está no distrital e para outra que se encontra numa primeira divisão”, referiu o presidente da colectividade. Para Maurício Colpas, Mogadouro só tem a ganhar com a participação de um clube no maior patamar de uma modalidade em crescendo na panorâmica nacional. “Nas notícias de Mogadouro só vemos desgraças e temos, aqui, a possibilidade de levar o nome da vila além distrito e dinamizar a terra a nível comercial com a movimentação na restauração e hotelaria”, sublinhou. Face a esta situação, a direcção chegou a equacionar a desistência da prova mas não coloca de parte a cedência dos direitos desportivos do clube a um particular. O presidente do clube critica a postura do município e fala em visão redutora. “Nós estávamos a formar uma equipa competitiva para lutar pelos Play-off, temos atletas contratados. Em dezoito anos, o clube nunca teve que fechar por causa de falta de apoios mas aos poucos verifica-se que há uma intenção de eliminar a existência de dois clubes na terra e ficar só com um. Não há visão!”, frisou Maurício Colpas.

Autarquia não cede

Após as reclamações dos dirigentes do clube, a Câmara Municipal de Mogadouro mantém-se inflexível. O presidente António Machado afirmou que o valor estipulado é de vinte e cinco mil euros e… nem mais um cêntimo. O autarca afirmou que esta foi uma decisão tomada por vereadores de vários partidos políticos e que o futsal não é a primeira nem única preocupação do município. “O problema da câmara não é financiar clubes da primeira divisão mas sim instituições, desporto, idosos, etc. O Académico de Mogadouro pedia-nos cento e setenta e cinco mil euros o que é totalmente fora da realidade. Pedir uma coisa desta é uma falta de pudor quando há tantas carências”, afirmou o autarca. Sobre o mesmo valor para as duas colectividades desportivas, António Machado referiu que o Mogadourense joga com atletas da terra enquanto o CAM jogou com dez jogadores brasileiros. Para o chefe do executivo, o município tenta apoiar o desporto para as pessoas da terra e para ocupar os seus tempos livres. “Um clube de primeira divisão também tem que assumir os contratos, despesas e orçamentos”, frisou. António Machado alertou, ainda, que há outras despesas à parte pagas pela câmara tais como as deslocações. “Cada viagem de autocarro a Lisboa fica, em combustível e desgaste, em duzentos contos fora as despesas com os condutores”, revelou o autarca.

 

Fonte: mensageironoticias.pt 

 
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